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Wesley de Andrade Mateus Falar comigo Mapa Fechar
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Resultado ruim quase nunca é falta de esforço. É desenho.

Sou Wesley de Andrade Mateus. Redesenho operações para o mesmo esforço render mais: encontro onde o desenho de uma operação desperdiça o trabalho das pessoas e mudo o desenho.

Mesma equipe, mesmo ritmo de trabalho. Só o desenho muda.

Esforço que vira resultado

De 12 viagens, 6 viraram resultado.

Simulação ilustrativa, inspirada num caso real.

Simulação: o esforço atravessando o desenho de uma operação De cada 10 pedidos, 4 viram resultado direto, 2 precisam de retrabalho e 4 viram viagem perdida. De 12 viagens, 6 produzem resultado: 50%. Pedido Checagem diária Equipe em campo Execução Resultado Retrabalho Retrabalho, 2 de 10 Retrabalho, 1 de 10 Viagem perdida Viagem perdida, 4 de 10 Viagem perdida, 1 de 10 Cancelado antes Cancelado antes, 3 de 10, sem viagem 4 de 10 5 de 10 Simulação: o esforço atravessando o desenho de uma operação De cada 10 pedidos, 4 viram resultado direto, 2 precisam de retrabalho e 4 viram viagem perdida. De 12 viagens, 6 produzem resultado: 50%. Pedido Checagem diária Equipe em campo Execução Resultado Retrabalho Retrabalho, 2 de 10 Retrabalho, 1 de 10 Viagem perdida Viagem perdida, 4 de 10 Viagem perdida, 1 de 10 Cancelado antes Cancelado antes, 3 de 10, sem viagem 4 de 10 5 de 10

Ver o caso

De onde vem essa ideia

Duas cenas, com anos de distância, explicam por que eu faço este trabalho.

O iogurte

Em 2019 eu era caixa de mercado. Uma mulher vinha sempre com cinquenta reais em dinheiro, provavelmente o que ganhava no dia, e comprava o básico. Um dia ela veio com uma criança e, pela primeira vez, tentou levar um iogurte. O dinheiro não deu. A criança não chorou; ficou só muito triste. A mãe, envergonhada, devolveu o iogurte. Ninguém fez nada. Nem eu.

Era só um iogurte, e aquela imagem nunca saiu da minha cabeça. Não faltava esforço àquela mulher. Sobrava um desenho que a prendia ao dinheiro do dia.

O gari

Anos depois, esperando um amigo, vi um gari varrer a calçada e a canaleta com uma técnica quase perfeita. Pensei no que estava ali: um cérebro humano, fruto de bilhões de anos de evolução do universo, a forma que o universo encontrou de olhar para si mesmo, usado para achar o melhor jeito de varrer a rua. Achei injusto. Não com a vassoura; com o desenho que reduzia aquele talento a ela.

A mulher presa ao dinheiro do dia e o gari com o talento reduzido a uma vassoura são, para mim, a mesma coisa: gente que poderia ser muito mais do que as circunstâncias permitem. Desde então faço a mesma pergunta diante de qualquer resultado ruim: por que isso está acontecendo?

Esforço e desenho

Esforço é o que as pessoas colocam. Desenho é o jeito como a operação transforma esse esforço em resultado: o preço, a rotina, a ordem das etapas, a informação que chega ou não chega na hora de decidir.

O mesmo esforço em dois desenhos

40 de 100

Esforço da equipe 40 de 100

Com o desenho atual 51
Com o redesenho 77

No redesenho, o mesmo esforço vai mais longe.

Resultado conforme o esforço, em dois desenhos Com o mesmo esforço, o redesenho produz sempre mais resultado. No desenho atual, a curva achata: acima de 70 de esforço, quase nada muda. 0 0 100 100 Desenho atual Redesenho Resultado conforme o esforço, em dois desenhos Com o mesmo esforço, o redesenho produz sempre mais resultado. No desenho atual, a curva achata: acima de 70 de esforço, quase nada muda. 0 0 100 100 Desenho atual Redesenho

Curvas ilustrativas, para mostrar a ideia. Não são dados de nenhuma empresa.

Resultado conforme o esforço, nos dois desenhos
Esforço 020406080100
Desenho atual 204051576062
Redesenho 255977869093
Resultado conforme o esforço, nos dois desenhos
Esforço Desenho atual Redesenho
0 20 25
20 40 59
40 51 77
60 57 86
80 60 90
100 62 93

É esforço ou é desenho?

Quatro situações de empresa. Escolha a sua resposta e veja a explicação.

Situação 1 de 4

Uma loja vendeu 12% mais do que no ano passado, e o dinheiro que sobra no fim do mês diminuiu.

Ver a resposta

Aqui é desenho.

O esforço de vender funcionou. O que falhou foi o preço: o custo subiu e o preço não acompanhou. Cada venda passou a deixar menos, então vender mais não resolve.

Como está: Vender mais, Sobra menos. Com outro desenho: Rever o preço, Sobra volta.

Situação 2 de 4

A equipe de campo faz hora extra toda semana, e metade das visitas não resolve nada.

Ver a resposta

Aqui é desenho.

A equipe está se esforçando além da conta. O problema está na rotina, que manda gente a lugares onde não há o que resolver. Uma checagem antes da saída corta as viagens inúteis.

Como está: Visita marcada, Equipe vai, Nada a resolver. Com outro desenho: Visita marcada, Checagem antes, Cancelada antes ou Equipe vai só no que resolve.

Situação 3 de 4

Um vendedor novo vende metade do que os colegas vendem, com a mesma carteira, o mesmo roteiro e a mesma meta.

Ver a resposta

Aqui é esforço.

Aqui o desenho é o mesmo para todos, e os colegas vendem bem com ele. A diferença está na pessoa: pode ser preparo, pode ser empenho. Nem todo resultado ruim é desenho, e por isso a pergunta vale mais que a resposta.

O desenho é o mesmo para todos: Mesmo roteiro, Colegas vendem ou Novo vende metade. A diferença está no preparo e no empenho.

Situação 4 de 4

Os erros de cobrança só aparecem quando o cliente reclama, semanas depois.

Ver a resposta

Aqui é desenho.

Quem cobra não está errando por descuido. A informação que mostraria o erro chega depois da decisão. Quando a checagem vem antes da cobrança, o erro para de sair.

Como está: Cobrança sai, Cliente reclama, Erro aparece. Com outro desenho: Checagem antes da cobrança, Cobrança sai, Erro não sai.

Potencial humano não deveria ser desperdiçado por sistemas mal desenhados.

Mesma equipe, outro desenho: as trocas de hidrômetros na Sanepar

Uma rotina diária que cancelava as trocas ineficientes antes de acontecerem levou a eficiência de 50% para 75% em média, com picos de 99%.

Empresa
Sanepar
Área
Comercial, trocas de hidrômetros
Meu papel
Estagiário; autor do sistema de acompanhamento e da rotina diária
Resultado
Eficiência de 50% para 75% em média, com picos de 99%
Reconhecimento
Primeiro Prêmio Destaques Comerciais da Sanepar, em 2024

AntesDepois Maior pico: 99%

O percurso de uma ordem de troca, antes e depois Antes: ordem de troca, a equipe vai a campo, tenta a troca e só então descobre o problema. Depois: uma rotina diária cruza os dados e cancela antes as trocas que não vão dar certo; a confirmada vai a campo e a troca é feita. Ordem de trocaEquipe vai a campo Tenta a trocaDescobre o problema Rotina diáriacruza os dadosCancelada antesConfirmadaTroca feita O percurso de uma ordem de troca, antes e depois Antes: ordem de troca, a equipe vai a campo, tenta a troca e só então descobre o problema. Depois: uma rotina diária cruza os dados e cancela antes as trocas que não vão dar certo; a confirmada vai a campo e a troca é feita. Ordem de trocaEquipe vai a campo Tenta a trocaDescobre o problema Rotina diáriacruza os dadosCanceladaantesConfirmadaTroca feita

Antes, o erro aparecia depois da viagem. Depois, a checagem vinha antes.

Eficiência das trocas: antes, 50%; depois, em média, 75%; maior pico, 99%. 50%Antes 75%Depois, em média Maior pico: 99% Maior pico: 99%

Fonte: dados do projeto, no período do estágio.

Eficiência das trocas de hidrômetros
Medida Eficiência
Antes 50%
Depois, em média 75%
Maior pico 99%

O método, passo a passo

Os mesmos cinco passos que uso em qualquer operação, aplicados a este caso.

  1. A cena

    No método

    O que está acontecendo, com números e sem adjetivos.

    Neste caso

    A eficiência das trocas de hidrômetros girava em torno de 50%.

  2. O padrão

    No método

    Quando se repete, onde e com quem.

    Neste caso

    O erro só aparecia depois que a troca já tinha sido tentada.

  3. A causa

    No método

    Por que acontece. Quase sempre é uma decisão de desenho, não uma pessoa.

    Neste caso

    Os dados de emissão em tempo real já existiam, mas não entravam na decisão de mandar a equipe.

  4. O redesenho

    No método

    O que muda na rotina, no preço, no processo ou no sistema.

    Neste caso

    Um sistema de acompanhamento e uma rotina diária passaram a cruzar esses dados e a cancelar as trocas ineficientes antes de acontecerem.

  5. O número

    No método

    Como saber, com um número, se funcionou.

    Neste caso

    A eficiência foi para 75% em média, com picos de 99%.

Ninguém precisou trabalhar mais. A informação passou a chegar antes da decisão.

Como eu trabalho com uma empresa

Encontro onde o desenho da operação, do preço ou do processo desperdiça o esforço da equipe. Depois, redesenho com dados e acompanho até o ganho aparecer no número.

Quando faz sentido me chamar

  • A margem caiu e ninguém sabe explicar por quê.
  • A equipe está no limite e o resultado não sobe.
  • Vocês vão abrir uma unidade, um produto ou um canal novo.
  • Um processo depende de alguém descobrir o erro depois.
  • Os preços não são revistos há mais de um ano.

Como começa

  1. Você me conta o problema

    Por e-mail ou por telefone, do jeito que contaria a um colega. Números ajudam.

  2. Eu digo se consigo ajudar

    Depois de entender a situação, respondo com franqueza, inclusive quando a resposta é não.

  3. Proposta por escrito

    Se fizer sentido, mando por escrito o que vou fazer, em quanto tempo e como vamos medir o resultado.

  4. Trabalho e número

    Poucas reuniões, entregas por escrito e um número combinado no começo para dizer se funcionou.

O que eu não faço

  • Não vendo motivação. A minha tese é justamente que o problema raramente é esforço.
  • Não prometo resultado sem dizer como ele vai ser medido.
  • Não entrego relatório para a gaveta. O trabalho termina quando o número muda.

Onde o desenho costuma pesar mais

Serviços de campo, logística, varejo com várias lojas e indústria: operações em que o esforço é visível, e o desperdício também.

Falar comigo

O método completo, aplicado a um caso real, está na seção anterior.

Ver o caso

Trajetória

Do caixa de um mercado aos números que decidem a vida das empresas, com os caminhos que eu deixei para trás.

Mostrar o que ficou para trás também faz parte. Assim a expectativa é sobre quem eu sou, e não sobre uma imagem perfeita.

  1. 2019

    Caixa de mercado. A cena do iogurte e a pergunta que ficou.

  2. Depois de 2019

    Entrei em Ciências Econômicas.

  3. Faculdade

    Troquei o caminho político pelo privado.

  4. Faculdade

    Projetos e consultoria com pequenos negócios, como um food truck temático ao lado de um parque.

  5. Estágio na Sanepar

    Um sistema de acompanhamento e uma rotina diária levaram a eficiência das trocas de hidrômetros de 50% para 75% em média, com picos de 99%.

  6. 2024

    O projeto originou o primeiro Prêmio Destaques Comerciais da Sanepar. Fui chamado de volta um ano depois de sair para receber.

  7. 2026

    Produto e sistemas numa empresa de tecnologia: regra de negócio, telas, dados e integrações.

Caminhos que abandonei

Mostrar o que ficou para trás também faz parte. Assim a expectativa é sobre quem eu sou, e não sobre uma imagem perfeita.

  • Ser deputado

    Encerrado

    O que era
    O motivo pelo qual entrei em Ciências Econômicas.
    Por que parei
    Eu teria de fazer coisas ruins por objetivos bons, e isso esvaziaria o sentido do objetivo.
    O que ficou
    O como importa tanto quanto o resultado.
  • O curso técnico de Administração

    Encerrado

    O que era
    Minha primeira formação em gestão, em 2020.
    Por que parei
    Virou ensino a distância na pandemia, e eu aprendo melhor perto de gente.
    O que ficou
    Saber como eu aprendo melhor.
  • Ser assessor parlamentar

    Encerrado

    O que era
    O caminho mais curto para a política.
    Por que parei
    O mesmo motivo.
    O que ficou
    Prefiro mudar o desenho por dentro a esperar a regra mudar.
  • O AIDON

    Encerrado

    O que era
    Um sistema de clientes, financeiro e estoque para pequenas empresas, com os primeiros testadores.
    Por que parei
    Poucos fazendo, muitos nas costas, e muito esforço para pouco alcance.
    O que ficou
    Sem escala, a ajuda não dura.

Para onde vou

Em dez a quinze anos, quero um conjunto de empresas que sustente três coisas: autoridade para melhorar outras empresas, liberdade para ajudar pessoas diretamente e tempo para ensinar.

  • Tornar empresas mais eficientes, melhorando a vida de donos e funcionários, com empresas e projetos próprios que me deem renda e autoridade para isso.
  • Ajudar pessoas diretamente, sem que isso pese no meu caixa: por elas e, em parte, por mim também.
  • Dar aula como vocação, não como sustento: uma turma por ano, acompanhada até o fim, para ensinar as pessoas a perguntarem por que isso está acontecendo.

Tudo isso de forma contínua, com qualidade de vida, sem afetar as pessoas próximas nem a capacidade de ajudar mais gente depois.

No que acredito

O como importa tanto quanto o resultado.
Um objetivo bom não justifica um caminho ruim. Foi por isso que deixei a política.
Todos os lados antes da conclusão.
Aprendi com uma professora de filosofia que ensinar é mostrar os lados, e não entregar a resposta.
A verdade, independente de qual seja, deve ser o suficiente.
Por isso esta página mostra também o que deu errado.

Trabalha com uma causa social e quer medir se ela funciona?

Fale comigo.

Contato

Para falar de um problema na sua empresa, de uma causa ou de qualquer coisa desta página, escreva ou ligue.

Se quiser adiantar

Um e-mail com estas três respostas me ajuda a entender o caso antes da primeira conversa:

  • O que está acontecendo, com números, se tiver.
  • O tamanho da empresa e o setor.
  • Para quando você precisa resolver.
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